LemosPassos

Parcerias garantem emprego a deficientes

26.08.16

Com o objetivo de inserir pessoas com deficiência (PCD) no mercado de trabalho, a Apae desenvolve um Programa de Educação Profissional no Centro de Formação e Acompanhamento Profissional (Cefap), que mantém parceria com algumas empresas afim de empregar as pessoas atendidas.

Empresa do ramo de alimentação industrial, a LemosPassos firmou neste mês parceria para a contratação de 44 jovens assistidos pela entidade. Dez deles já iniciaram o trabalho em unidades de produção do grupo, nos setores de auxiliar de serviços gerais, administrativo e auxiliar de estoque.

No Cefap, os jovens recebem formação técnica e acompanhamento psicopedagógico de profissionais. Lá são realizados também trabalhos voltados para informática e música.

Gestora do centro, Camila Lima explica que as contratações são feitas por meio do programa Empego Apoiado, desenvolvido há mais de dois anos para que o acesso ao trabalho ocorra de maneira correta e para que a permanência no emprego seja duradoura.

“É importante dizer também que parte importante deste processo é a família”. A ação é realizada em conjunto com os familiares, que acompanham todo o processo.

Manoel Filho, gerente de Recursos Humanos da LemosPassos, destaca a importância de entender a necessidade de cada um dos novos funcionários. “Um passo fundamental é entender como lidar com esses garotos. Muitos deles são orientados para trabalhar em atividades operacionais sequenciais e precisam de assistência no início e de acompanhamento, mas depois exercem a função perfeitamente”.

Ele afirma ainda que, para além de estar em conformidade com a chamada Lei de Cotas ( nº 8.213), a iniciativa tem o objetivo de realizar um trabalho em que haja continuidade e que proporcione uma integração adequada. “Entendemos que não basta contratar um PCD aleatoriamente. É de extrema importância entender e acolher as necessidades de cada um deles”, analisa o gestor.

A Lei das Cotas exige que toda organização que possua 100 ou mais funcionários destine entre 2% e 5% dos postos de trabalho a pessoas com alguma deficiência ou a reabilitados.